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domingo, 24 de julho de 2011

Madeira biossintética - uma escolha inteligente

O reaproveitamento de garrafas pet aliado a fibras dá origem ao ecoblock, uma espécie de madeira ecologicamente correta cuja resistência e durabilidade são superiores às do produto convencional


Mais uma novidade em termos de materiais ecologicamente corretos. Fui pesquisar sobre a madeira biossintética e descobri que esses produtos são provenientes de resíduos industriais e fibras vegetais e resultantes de um complexo processo de transformação. São resistentes a impacto, imunes à ação de cupins, impermeáveis e de fácil manuseio. Sua utilização atende a inúmeros segmentos: industriais, moveleiros, construção civil, arquitetura, exportação e paisagismo.

Os setores da arquitetura, decoração e design sempre estudam e pesquisam maneiras de reduzir o impacto causado ao planeta. Outro foco de pesquisa constante é a busca de materiais que substituam os existentes, exercendo a mesma função ou superando-os de forma sustentável. Nessa procura, uma das áreas que têm grande apelo ambiental é o setor madeireiro.

Para amenizar o problema, o setor traz soluções como a madeira de demolição, a madeira certificada e o manejo sustentável, que combatem a extração descontrolada das florestas.

Mas ainda era preciso procurar outras alternativas. Surgiu assim a madeira sintética, produzida a partir da reciclagem de dejetos e resíduos industriais como serragem, fibra de vidro, pneus, papel e uma variedade de plásticos, entre outros materiais. Várias são as vantagens que a madeira sintética apresenta, sendo que a mais difundida é a preservação do meio ambiente, pois, além de evitar o desmatamento, reaproveita materiais que seriam jogados no lixo. A idéia surgiu na Europa e foi trazida para o Brasil há cerca de dois anos pela Ecoblock.

A madeira biossintética também é solução para empresas que conquistaram a ISO 14001 e estão obrigadas a rastrear seus passivos ambientais. Ela utiliza como matéria-prima fibras orgânicas descartadas pela indústria, entre elas as indústrias do agro-negócio, alimentícias e farmacêuticas, automotivas e siderúrgicas.

Os insumos são adquiridos por meio de contratos firmados com empresas captadoras e indústrias geradoras de passivos, o que garante a rastreabilidade dos resíduos. O resultado da mistura dessas substâncias é um produto com preço compatível ao da madeira de lei e resistência mecânica superior.
 
Mais leve e mais barato que o aço, ela pode ser também utilizada na fabricação de uma infinidade de produtos - mobiliário de jardim e carrocerias de caminhão, por exemplo. Pode substituir a madeira natural em inúmeros aspectos, como por exemplo, em tudo que é feito com tábuas (bancos, móveis, pallets, casas pré-fabricadas, marcos de porta, etc).

Resistente a impactos, é produzido sob altíssima pressão, não se deteriora e é impermeável. Por ser composta de plástico e fibras, pode ser colocada em locais úmidos e até submersa.

Algumas outras vantagens:

- Imune à ação de cupins.
- Não solta farpas.
- Fácil de trabalhar: É maleável, e como a madeira, é fácil de ser serrada, parafusada, pregada, colada, etc.
- Resistente a produtos químicos - corrosão.
- Resistente à umidade.
- Não necessita fumigação. (o que é fumigação??)
- Alta durabilidade.
- 100% reciclável.
- O processo produtivo elimina bactérias e inertiza partículas eventualmente tóxicas, por encapsulamento com o componente plástico;
- Não gera subprodutos e não polui;
- Protege a floresta, uma vez que substitui a madeira natural e remove resíduos do meio ambiente;

Em tempo:
 
Os plásticos estão presentes nos mais diversos produtos e tornam-se um problema depois de serem descartados. De degradação demorada – levam mais de cem anos para se decompor – eles são responsáveis por diversos problemas. Um exemplo é São Paulo, que sofre com constantes enchentes, estima-se que 20% do total de resíduos são formados por plásticos.

Os resíduos plásticos constituem um importante fator na questão do lixo sólido como um todo, pois embora representem apenas cerca de 4 a 7% do peso total dos resíduos, devido à sua baixa densidade e o formato dos artefatos produzidos, acaba representando até 20% do volume total. (Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Lixo municipal – Manual de gerenciamento integrado. São Paulo: IPT 1995-189).

Além da geração de empregos em todos os setores envolvidos e da possibilidade da regulamentação dos catadores de resíduos plásticos, a reciclagem requer inventividade, criatividade e tecnologia. A Ecoblock traz uma solução para este benéfico desafio: a madeira biossintética, que alia aspectos ecológicos, econômicos e sociais e é composta de resíduos industriais e vegetais variados.

Algumas das vantagens da reciclagem feita pela Ecoblock são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis, e da quantidade de resíduos que necessitam incineração ou são despejados em aterros. A abertura e ampliação do mercado do plástico reciclado por meio de tecnologias inovadoras e produtos como os que oferecemos para o mercado vêm aumentando os índices de reciclagem dos plásticos.

A madeira biossintética tem um mercado extremamente amplo, podendo ser usada com vantagens para quase todos os fins da madeira comum e/ou plástico. Todos sabem que consumir menos é fundamental, e que é impossível reduzir a zero a geração de resíduos, mas iniciativas com a da Ecoblock, contribuem significadamente para melhoria da qualidade de vida no planeta e da regularização de um mercado urgente e essencial para o futuro.

Quer saber mais? Consulte minhas fontes:
http://www.madeiraplastica.allpex.com.br/
http://www.cgimoveis.com.br/tecnologia/news_item.2008-07-28.5074542349
http://www.ecoblock.ind.br/

p.s.: Segundo minha irmã, que se deu ao trabalho de pesquisar, "fumigação" é o processo de controle de pragas através de tratamento químico. Daí o nome, fumigação vem de "fumiga"! Não é incrível??

domingo, 26 de junho de 2011

8 ideias para decorar a casa de forma ecológica

Twittando por aí, descobri um site chamado Uma Vida Verde (que inclusive acho que é curitibano) com zilhões de dicas para levar uma vida mais ecológica. Compartilho com vocês as 8 ideias que o blog sugere para decorar a casa de forma verde:

"Viver uma vida mais verde passa por abraçar inúmeros gestos quotidianos como reciclar, escolher sempre objetos reciclados e utilizar menos recursos, poupando assim o planeta. E um estilo de vida ecológico também passa pela forma como decoramos as nossas casas – saiba como transformar-se num decorador mais amigo do ambiente, sem comprometer o bom gosto da sua casa. Torne a sua casa e o mundo num lugar mais bonito para se viver!
  1. Têxteis orgânicos. Decorar de uma forma mais verde também passa por ler cuidadosamente as etiquetas de todos os têxteis que aquecem e decoram os nossos lares. Certifique-se que escolhe sempre toalhas, lençóis, mantas, cobertores, estores e tapetes feitos exclusivamente de materiais orgânicos e/ou reciclados, caso do algodão, lã, linho e bambu; ou ainda fibras naturais como o sisal, ervas marinhas ou a fibra de coco. Também os colchões podem ser eco-friendly, principalmente se escolher modelos compostos por lã ou látex natural.
  2. Plásticos não. As nossas casas estão recheadas de objetos em PVC – um plástico que não é biodegradável e que estudos recentes apontam para o facto de emitirem algumas substâncias nocivas para a saúde. Sempre que puder, evite o plástico, nomeadamente, as cortinas para a banheira, utensílios de cozinha, cadeiras, objetos decorativos e de organização. Uma boa alternativa, mais amiga do ambiente é, sem dúvida, a melamina, que é um plástico reciclado.
  3. Paredes ecológicas. As tintas que tradicionalmente se utilizam para pintar paredes estão infelizmente recheados de vapores e químicos que são prejudicais para a saúde e para o meio ambiente. Por isso, na hora de pintar, escolha sempre tintas ecológicas, ou seja, aquelas que são recicladas, produzidas à base de leite e biodegradáveis. Se optar por papel de parede, o cuidado a ter é o mesmo – papel reciclado sempre!
  4. Chão verde. A escolha do revestimento para o chão também pode assentar numa decoração verde – opte sempre por qualquer tipo de madeira reciclada ou ecologicamente sustentável, caso do eucalipto e bambu, mas também o betão polido, pedra, linóleo, cortiça e azulejos de vidro reciclado… estes são materiais produzidos com recursos naturais e renováveis.
  5. Luz natural. Um dos mais importantes gestos de uma vida verde é aproveitar, ao máximo, a luz natural. No que toca à iluminação artificial, se ainda não o fez, está mais do que na hora de trocar todas as lâmpadas tradicionais por lâmpadas económicas. O que seria de uma bonita decoração sem velas acesas? Neste aspeto, prefira sempre as velas de soja que são, de longe, as mais amigas do ambiente.
  6. Lufada de ar fresco. Verde é vida e vida são flores, por isso, use e abuse da decoração floral – para além de ser um apontamento decorativo de grande beleza, as flores e as plantas filtram o ar e refrescam o ambiente de forma natural e melhor do que qualquer ambientador artificial. Encha a casa de gerberas, fetos, palmeiras, clorofitos, filodendros… e respire fundo! Se tiver espaço, plante um jardim e desfrute de uma vida mais verde ao ar livre e em comunhão com a Mãe Natureza.
  7. Decorar a reciclar. Antes de deitar alguma coisa fora pense se esse objeto não ganharia outra vida pintada de uma nova cor ou com puxadores diferentes; se pode ser utilizado noutra divisão da casa ou se pode ser aproveitado por algum amigo ou familiar. Utilize este mesmo raciocínio sempre que pensar comprar algo novo para casa, pois, por vezes podemos dar uma vida completamente nova, bonita e funcional às coisas mais velhas. Em alternativa, pode ainda aproveitar feiras de velharias e antiguidades para encontrar e reutilizar uma peça vintage mais especial – a isto chama-se reciclar com estilo!
  8. Design amigo do ambiente. Se gosta de decorar e procura uma forma mais ecológica de o fazer, então apoie o movimento verde ao qual designers de todo o mundo já se dedicaram. Hoje não é difícil encontrar objetos de design exclusivos e espetaculares, criados inteiramente com produtos reciclados: copos reciclados a partir de para-brisas antigos, mobiliário e peças decorativas em cortiça de rolhas recicladas, poufs criados a partir de pneus reciclados, cortinas e almofadas em bambu. O design verde veio para ficar!"
.Gostou? Veja mais! http://umavidaverde.com. Amei, vou virar habitué!

domingo, 20 de março de 2011

Novo revestimento para parede - 3D Board

Agora que estou muito cibernética e conectada no Twitter (quando dá), estou tendo a oportunidade de conhecer vários novos produtos e empresas. Uma surpresa foi o 3D Board, esse produto lindo que ilustra as fotos abaixo e que serve de elemento decorativo para paredes de residências ou estabelecimentos comerciais. É moderno e bastante simples. Recebi uma placa como amostra e realmente nunca vi nada parecido.

Segundo o fabricante, o 3D board tem sua composição totalmente natural e ecologicamente correta, utilizando fibras vegetais processadas mecanicamente sem a utilização de químicos nocivos à saúde. Pode ser aplicado em vários tipos de superfícies, servindo de pano de fundo para salas de televisão e estar, bibliotecas, vitrines e outros ambientes.

A aplicação é bem fácil e as placas podem ser pintadas em qualquer cor. Em conjunto com uma iluminação adequada, pode trazer bastante modernidade e sofisticação para o ambiente, a um custo relativamente acessível. Confira!





Eu adorei!

Fonte: www.3dboard.com.br

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Novidades ECO e TECNO

Feliz Ano Novo, minha gente!!

Sim, sim, mais uma vez este humilde blog ficou abandonado, mas uma das minhas resoluções de Ano-Novo é postar com mais freqüência em 2011. E começo com uma rápida pesquisa que fiz sobre a linha de tintas Eco da Sherwin-Williams (é assim que se escreve??). Vi um anúncio na Casa Cláudia (muito bonitinho, por sinal) que dizia que a Sherwin era a única empresa com uma linha completa de produtos Eco. Mas o que significaria isso? Resolvi ir atrás da informação, e compartilho aqui:

A linha Eco da SW é feita à base de água, então colabora sensivelmente na redução da poluição e de resíduos, além de ser mais confortável para o usuário em função de menos odor. Algo em que eu nunca havia pensado, e que a empresa cita em seu release, é que esse tipo de produto facilita muito a limpeza dos pincéis, rolos e etc., permitindo que sejam utilizados diversas outras vezes. Legal né? A linha conta com tinta esmalte e acrílica, fundo preparador, massa niveladora, resina impermeabilizante, tinta pra telhas e outros.

Muitas outras empresas estão investindo nesse tipo de produto (muito bom!). Um exemplo é a Weg, que lançou a série W-Eco para móveis tubulares, equipamentos domésticos, máquinas e superfícies metálicas em geral.

Mas o que eu queria comentar meeesmo com vocês (e que achei sem querer no site da SW) é o COLORSNAP. Adivinhem! É um aplicativozinho para iPhone onde você tira a foto e a Sherwin-Williams mostra qual é a cor. Pode ser uma paisagem, o azul do mar, qualquer coisa. Pensaaaaa! É só baixar o programinha no site da empresa e se inspirar com as cores do mundo! Tantas vezes eu olhei pra um tecido e disse "era ESSA cor que eu tava falando!!!!". Hahahaha! Como eu ainda não tenho um iPhone... testem e me contem depois?

Fonte:
http://www.sherwinwilliams.com.br/
http://www.weg.net/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Produtos sustentáveis - sejam bem-vindos!!

Ainda bem que produtos sustentáveis estão aparecendo com maior freqüência, e que hoje em dia os recursos tecnológicos permitem que sejam criados produtos de alta qualidade e design aliados à responsabilidade ambiental. Essa semana eu conheci esse piso, que achei bem interessante e compartilho aqui no blog!

Trata-se de um piso vinílico da Tarkett Fademac, chamado Mettalic. Especialmente indicado para ambientes comerciais, é resistente ao tráfego moderado em restaurantes, academias, lojas de shopping, entre outros. É fabricado com pelo menos 67% de PVC reciclado e está disponível em quatro cores (carbono, cobre, estanho e níquel), permitindo diferentes paginações.

Segundo o fabricante em seu site, "o piso para desafiar os padrões na decoração, com a combinação perfeita entre o extravagante e o versátil. Vintage e modernidade em harmonia por um ambiente sofisticado e com muita personalidade."

Curta:

Interessantíssimo, embora eu ainda prefira os meus taquinhos hehehehe!

Saiba mais!
http://www.fademac.com.br/


sábado, 27 de março de 2010

Taco e parquet

Ainda não visitei a Casa Cor SC, não sei se usaram nos ambientes de lá, mas isso também não me importa muito. O fato é que eu AMO pisos de madeira, especialmente os de taco! Eles continuam atualíssimos, sugerindo aquele arzinho vintage para o espaço. Combinados com mobiliário contemporâneo, formatos orgânicos e cores fortes, então, ficam imbatíveis!


Essa foto aí de baixo mostra que um piso de madeira tem o seu valor! Ficou lindo não? E o contraste com a mesa espelhada, o que acharam? Eu achei M-A-R-A!!
Os tacos permitem as mais diversas formas de paginação. A minha preferida é essa em espinha-de-peixe. Por experiência própria, pra quem for projetar, nunca faça à mão! NUNCA, viu?

Essa da foto utiliza peças bem compridas e estreitas - não sei que tipo de madeira é. Como se pode ver, essa paginação acrescenta bastante informação visual ao espaço, portanto precisamos ter cuidado ao prescrever móveis, objetos e outros elementos para não deixar o ambiente poluído.

Também sou APAIXONADA por parquet, que é esse taquinho menor - acho uma graça! Gente, por que ainda encontramos tantos apartamentos com piso de carpet? POR AMORES, um taco de madeira não sai muito caro, e é muuuuuuuuuuuito melhor!! Os alérgicos que o digam rs!

O piso de taco é agradável no aspecto térmico, como os demais pisos em madeira. Olha o aconchego que sugere essa foto abaixo! Não dá muito trabalho pra manter, principalmente se for utilizado alguma cobertura do tipo Synteko (eu não gosto muito, mas facilita a vida). O único inconveniente que vejo nesse tipo de piso, mas que a mim, particularmente, não incomoda, é a variação de tonalidade na madeira. É mais difícil obter homoneneidade entre as peças. Mais uma vez, é necessário tomar cuidado com os demais elementos utilizados no espaço.


Hoje em dia, a fixação dos tacos é feita com colas mais modernas e eficazes que no passado (normalmente, cola à base de PVA), a ponto de existirem colas tão potentes, mas tão potentes, que os tacos não podem mais ser arrancados, a não ser que sejam destruídos! Portanto, não se preocupe, se o serviço for de qualidade, seus taquinhos não vão se soltar.

Também é legal observar a origem da madeira utilizada. Bora dar preferência a madeiras de reflorestamento e produtos de empresas certificadas? Saiba o que significa a sigla FSC - Forest Stewardship Council A.C., é um selo que identifica os produtos feitos com madeira proveniente de florestas manejadas de forma sustentável. Saiba mais acessando www.fsc.org. Normalmente, as empresas maiores possuem um programa próprio de reflorestamento.

domingo, 7 de março de 2010

Ecobuild & Futurebuild 2010


Mais um dos eventos de março! Aconteceu de 02 a 04 de março, em Londres, a quinta edição desse evento que é o maior do mundo em design sustentável, construção e do ambiente construído. Nessa edição, o evento contou com cerca de 800 expositores e 30 mil visitantes.

O Ecobuild começou em 2004 como uma pequena conferência a respeito de "green building". Porém, imediatamente cativou a atenção de arquitetos e designers pioneiros e atraiu também produtores de artigos inovadores relacionados à construção sustentável. O entusiasmo foi tão grande que no ano seguinte, em 2005, se realizou o segundo evento - este já com as características de hoje. Em 2006, em conjunto com seu co-irmão, o Futurebuild, ele mais do que dobrou em tamanho e audiência – fato que vem se repetindo desde então.

Mais de 500 expositores e quase 26 mil visitantes participaram da edição de 2008, fazendo do Ecobuild & Futurebuild o maior evento dedicado ao design sustentável, a construção e arquitetura ecológica.

No site da feira, dá pra conferir todos os produtos que foram lançados. Os mais interessantes relacionam-se a sistemas de aquecimento solar, isolamento térmico, carbono zero em casa e tecnologias renováveis. Vale uma visita!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Plantas úteis trazem harmonia para o jardim


Nesse ano, acredito que vá escrever mais sobre paisagismo, já que terei uma cadeira sobre isso no primeiro semestre. Como já achei um materialzinho interessante a respeito, compartilho com vocês!

"Ao projetarmos um jardim, um dos primeiros aspectos em que pensamos é a estética. Nada mais justificável. Entretanto, é possível selecionar as plantas usando critérios que resultem em harmonia nos mais variados aspectos, inclusive na convivência benéfica entre as plantas. Isso porque certas plantas, além do valor ornamental, ajudam a prevenir e controlar o ataque de pragas e doenças, pois apresentam propriedades repelentes e até inseticidas.

 
Usada como cerca-viva ou trepadeira, a alamanda produz flores vistosas, amarelas ou rosadas que também são utilíssimas no combate aos pulgões.

 


A calêndula acrescenta um ar campestre ao jardim e libera um aroma sutil que afugenta certos tipos de formigas.




As cravinas têm efeito nematicida, ou seja, combatem vermes microscópicos que atacam as raízes das plantas.



Cientificamente, comprovou-se que algumas plantas metabolizam substâncias de caráter tóxico para determinados insetos, que podem ser espantados pelo aroma dessas substâncias ou atingidos por elas ao se alimentarem de partes dessas plantas (folhas ou seiva, por exemplo). Incluir no jardim plantas que apresentam essas propriedades pode ser uma forma natural de manter a saúde do jardim, evitando o uso excessivo de produtos químicos, sem esquecer da estética e da harmonia.


Calendula officinalis - A planta conhecida como calêndula, por exemplo, é uma bela e delicada flor que pode acrescentar um ar campestre ao jardim. Mas não é só isso, suas propriedades medicinais são reconhecidas pela homeopatia e pela fitocosmética que não dispensa seus poderes cicatrizantes e suavizantes da pele. No jardim, libera um aroma sutil que afugenta certos tipos de formigas.


Allamanda sp - Uma planta muito conhecida, usada como cerca-viva ou trepadeira, a alamanda produz flores vistosas, amarelas ou rosadas que também são utilíssimas no combate aos terríveis pulgões que atacam os jardins. Com suas folhas, podemos produzir uma "calda" poderosa contra estes insetos sugadores, basta fervê-las em pouco de água, deixar esfriar, coar e pulverizar sobre as plantas atacadas.


Gerânios e Tagetes - O gerânio, que costuma decorar jardineiras e bordas de canteiros, além de muito decorativo, ajuda a espantar muitos insetos que invadem os jardins. Esta planta, aliás, é eficiente até contra os nematóides - espécies de vermes que atacam as raízes das plantas, causando deformações e podendo até matá-las. Plantas como os gerânios e os tagetes (Tagetes patula) - mais conhecidos como cravo-de-defunto - liberam substâncias nematicidas pelas raízes e seus odores característicos ainda espantam pulgões e formigas.


Mentha piperita - E já que estamos falando em formigas, famosas por devastarem "áreas preciosas" nos canteiros e jardins, contra elas, podemos contar com uma arma poderosa e útil: a hortelã. Plantada nas bordas dos canteiros ou espalhada pelo jardim, a planta afasta boa parte destas vorazes cortadoras.


Algumas plantas produzem eficientes "caldas inseticidas", como a losna, o tomateiro e o coentro; outras apresentam-se ótimas repelentes ao serem simplesmente plantadas ao lado de outras ornamentais, é o caso da capuchinha (Tropaeolum majus), também conhecida como chagas, que enfeita os jardins e ajuda a repelir pragas. Podemos citar, ainda a camomila (Matricaria chamomilla), que pode apresentar inúmeras utilidades - a vantagem de plantá-la no jardim é poder contar com um chá delicioso e medicinal que, quando pulverizado sobre as plantas, ajuda a fortalecê-las e combate várias doenças que podem atacar as plantas - e a famosa arruda (Ruta graveolens) que, segundo a sabedoria popular, espanta mau-olhado mas, também, é fortíssima combatente dos pulgões."


Fonte: Primavera Garden - www.primaveragarden.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Como festejar um Natal verde


Que tal adiantar as promessas de Ano Novo e começar a ser sustentável já no Natal?


Confira dicas de como ser mais verde e menos consumista durante as festas de fim de ano, da decoração aos cartões, passando pelos presentes e pela ceia:

  • Chame seus filhos e crie enfeites, ao invés de comprar;
  • Se for comprar, escolha pinheiros naturais;
  • Troque enfeites com as amigas;
  • Enfeite as plantas que já tem em casa;
  • Organize bazares de trocas de fim de ano;
  • Ceia brasileira é mais barata e ecológica;
  • Faça brincadeiras de amigo-secreto;
  • Envie cartões virtuais;
  • Ao comprar um presente, avalie seu impacto ambiental;
  • Recicle presentes e embalagens - use a imaginação!
  • Opte por alimentos orgânicos para fazer sua ceia.



Fonte: msn.com

domingo, 1 de novembro de 2009

Casa Cor RJ

Ok, ok, cá estou eu desculpando-me novamente pelo sumiço... mas entendam! Eu sou daquelas que deixam tudo para a última hora, e tive a infeliz idéia de fazer isso com os trabalhos do curso de design. Resultado: noites e noites sem dormir, vontade de chorar em cima da prancheta, essas coisas. Mas sobrevivi, entreguei o trabalho e a vida continua! (risos)

Nesse tumulto todo, ainda tive a cara-de-pau de largar o trabalho na metade pra passar o feriadão de 12 de outubro no Rio, onde aproveitei pra visitar a Casa Cor. A edição 2009 (19ª do Rio) aconteceu novamente no Jockey Club, e o mote era "apresentar soluções alternativas de moradia ocupando imóveis que não foram projetados para este fim", coisa mais comum e necessária hoje em dia, com o crescimento desordenado das cidades e os "espaços de morar" cada vez mais compactos. Pois bem, apesar da minha visita relâmpago, curti bastante a mostra e vi muita coisa bacana.

Uma delas foi a ênfase na sustentabilidade, presente em todos os ambientes: os arquitetos receberam uma planilha com 13 requisitos para serem atendidos, como economia de energia e inventário de emissão de gases tóxicos. Muito bom ver essa preocupação cada vez mais presente nesse tipo de evento!

Eu a-m-e-i essa mesa de jantar com o desenho inspirado no calçadão de Copacabana! As luminárias pendentes acrescentam modernidade e tecnologia. A palheta de cores sugere bastante relax, reforçado pelo belo sofazão cheio de almofadas fofas, hummm... Pena que a gente tem que se comportar né, senão... já tirava um cochilo ;-)

Achei um charme a adega, com seu jardim vertical e piso de pastilhas de coco. Aliás, um dia vou dedicar um post exclusivo à pastilha de coco, porque eu nunca valorizei muito esse material, mas por conta de um trabalho de uma colega de aula pude conhecê-lo melhor e fiquei fascinada com as infinitas possibilidades de uso das placas de pastilha. Lindas, servem tanto para piso, quanto para paredes e até mesmo móveis. Ecológico e socialmente correto!


Um detalhe da Livraria que eu adorei e que infelizmente não aparece na foto abaixo são uns suportes metálicos de parede, para colocar livros. São compostos de uma chapa em L onde você encaixa o livro e a capa esconde o metal, dando a impressão de que os livros estão suspensos no ar! E a capa não cai porque tem um ganchinho que prende, mas é tão discreto e bem feito que não estraga o livro. Esqueci o nome do fornecedor, mas fica uma graça e é super útil!

Café da Praça - sem comentários, a imagem fala por si...


O spa em casa é um dos ambientes que me tiraram o fôlego... na verdade, dava vontade era de tirar a roupa e mergulhar na banheira atééé murchaaar... (risos). O jogo de cores da iluminação sobre a base neutra gerou um efeito cenográfico muito bonito. A madeira e a vegetação trouxeram aconchego, e o piso de vidro sobre o espelho d'água completam o cantinho zen. M-A-R-A!
Na palheta de cores da cozinha gourmet, ressurge aquele azul-esverdeado ou verde-azulado que apareceu bastante na feira de Milão de 2009 e que dominou a moda desse ano também. Proposta arrojada nos equipamentos de cozinha e também na iluminação.


Para a sala de leitura, uma marcenaria caprichada com a estante de nichos ajustáveis. Algumas pinceladas de vermelho e o piso de taco paginado em espinha-de-peixe (que eu AMO) completam a composição harmônica que é uma das que homenageiam o ano da França no Brasil.


E a sala-bar... aaah, a sala-bar! Não sei se gostei mais das cortinas esvoaçantes, da Monalisa reestilizada pelo Anderson Thives (que já apareceu nos nossos posts) ou da minha eterna paixão, o lustre de cristal negro!


Bom, o que eu pude observar nessa mostra foi uma palheta de cores bem contida, com predominância de tons neutros e sóbrios; a ênfase na utilização de materiais naturais, como madeira, coco, bambu e palha; e o aspecto de contraste pendendo mais para o lado das formas e texturas. Como não se podia fotografar nada lá, essas imagens foram extraídas do site da Casa Cláudia, onde vocês podem conferir todos os ambientes da feira. Aqui procurei resumir e mostrar só o que me chamou mais a atenção, mas cá entre nós, no meio de tanta coisa bonita, foi difícil escolher ;-)

Fonte: casa.abril.com.br/coberturas/feiras-eventos/casa-cor-rio-valoriza-jockey-club-cidade_497323.shtml

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pop-art sustentável



Meninas, tremei!!

Essa descobri na Casa & Ambiente... um artista plástico paranaense, radicado no Rio, chamado Anderson Thives. O moço, além de um g-a-t-o (!), é formado em artes plásticas e visuais, e também ator, cenógrafo e figurinista com mais de 40 peças no currículo. Ele utiliza uma técnica bem legal de colagem para criar peças inspiradas na pop art de Andy Warhol, Tom Welsseman e Richard Hamilton. No seu trabalho, cria imagens utilizando milhares de pequenos quadradinhos de papel, reutilizando revistas e outros papéis diversos. Bom, eu sou suspeita, amo pop art... ainda mais pop art sustentável!


O blog dele já foi para os meus Favoritos! Acesse e veja as outras belas obras do moço ;-)

andersonthives.blogspot.com

domingo, 23 de agosto de 2009

Limpo e natural

Produtos de limpeza prometem eficiência sem substâncias químicas
Por Renata Agostini • 21/08/2009

Ninguém nega que os produtos de limpeza sejam uma verdadeira mão na roda no momento de cuidar da casa. Cada vez mais eficientes e práticos, eles fazem parte do cotidiano e são grandes armas na luta diária contra o encardido do azulejo ou aquela mancha insistente no uniforme das crianças. Porém, se por um lado, detergente, sabão em pó e limpa-vidros formam um time poderoso contra a sujeira, seu uso excessivo pode causar grandes transtornos ao meio ambiente e até problemas à sua saúde. Já que não dá para viver sem eles, uma alternativa pode ser descobrir os produtos de limpeza naturais, que prometem ser eficazes, mesmo sem substâncias químicas.

Ainda pouco conhecidos e raros no mercado brasileiro, estes produtos procuram na própria natureza soluções para a limpeza doméstica e descartam a adoção de tensoativos - substâncias responsáveis pela remoção da sujeira e pela formação da espuma -, corantes ou conservantes que agridam a natureza ou a saúde dos usuários. A linha Bio Wash, da empresa paulista Cassiopéia, por exemplo, segue este propósito e conta com seis tipos de produto: lava-louças, desengordurante, limpa-banheiro, lava-louças concentrado, lava-roupas e multi-uso, todos feitos a base de ingredientes vegetais. Segundo Eric Arthur Azevedo, gerente de marketing da empresa, a eficácia da linha, que, de acordo com ele, apresenta rendimento igual ou superior à concorrência, garante uma boa relação custo-benefício para o consumidor, além de não apresentar risco para pessoas alérgicas e crianças.

Eucalipto, citronela, óleo de laranja e capim limão são alguns dos materiais alternativos usados na fórmula dos produtos da Bio Wash. "Nenhum deles contêm derivados de petróleo, tensoativos, fosfatos ou produtos de origem animal. Os corantes utilizados foram extraídos de uma planta comestível. A idéia é que se a dona de casa pode comer, ela pode aplicar em sua casa", explica Eric Arthur Azevedo.

O manuseio de produtos covencionais ricos em detergente podem causar problemas na pele, como micoses e reações alérgicas, além de provocar o ressecamento cutâneo, esclarece a dermatologista Ana Carolina Rocha, da clínica Lavitalité. "Esses produtos contêm muitas substâncias químicas e acabam removendo o manto lipídico da pele, uma espécie de cobertura, composta por ceras e agentes hidratantes, que produzimos diariamente para servir como barreira. Por isso, o ressecamento é imediato", afirma.

A candidose é um tipo de micose que aparece nas mãos e é bastante comum em pessoas habituadas a lavar louça. Segundo a dermatologista, o uso de produtos detergentes e corrosivos tornam as cutículas mais permeáveis, o que as impede de proteger de forma eficaz a unha. Por isso as micoses aparecem em regiões queratinizadas.

Já as alergias podem se manifestar de diversas formas, em áreas delimitadas, com reflexos em todo o corpo, apresentando bolhas na superfície da pele ou coceira. "Pessoas alérgicas têm de ter cuidados redobrados, porque seu manto lipídico se torna sensível com muita facilidade. Os produtos de limpeza possuem substâncias muito fortes como perfume, emulsionantes, conservantes, corantes. Recomendo sempre que as pessoas usem luvas e máscaras quando forem cuidar da limpeza, porque você inala aquilo e caba ficando horas no seu organismo", comenta Ana Carolina Rocha.

O meio ambiente também acaba sofrendo com o uso abusivo dos produtos de limpeza convencionais, que reúnem em sua fórmula uma série de componentes tóxicos e, ao serem descartados, afetam a vida de microorganismos e de seres aquáticos maiores. Além de conterem detergentes que atuam na remoção de gorduras, eles trazem ainda essências, branqueadores, compostos para dar brilho e conservantes, substâncias com grande toxicidade, como explica o professor Gandhi Giordano, do departamento de engenharia sanitária e meio ambiente da UERJ. "Além do detergente, há outros coadjuvantes que dão auxilio para que o produto fique bem aos olhos do consumidor. Para que tenha cheiro agradável, aja mais rápido ou dure mais na despensa. Não tem a ver com a ação de limpeza", esclarece.

Pensando nos danos a natureza, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa as fórmulas e registra os produtos que possuem detergentes biodegradáveis, uma exigência da lei brasileira. Apesar dos esforços do órgão para regularizar o setor, ainda é possível encontrar nas prateleiras diversos produtos fora das especificações legais. "A Anvisa verifica se os componentes são biodegradáveis, porque tóxicos todos são. Muitos produtos ainda desrespeitam a lei, em geral, aqueles de segunda linha, vendidos em subúrbios ou em mercados não qualificados", diz Gandhi Giordano.

Segundo o professor, os produtos de limpeza naturais podem ser uma alternativa para o problema, mas devido a sua produção incipiente e pouca entrada no mercado, não podem ser considerados uma solução para a questão ambiental. "Não sei se teríamos como produzir em larga escala para atender a população em curto prazo. O que temos de fazer é nos preocuparmos em consumir menos, apenas o necessário. Detergente para louça, para a pia, limpa- vidros, para o piso da sala, do banheiro. Usamos uma quantidade enorme de produtos", enumera.

De olho no perigo dos produtos de limpeza, o Greepeace preparou algumas dicas para quem deseja substituir seu uso por alternativas caseiras que, além de não serem poluentes, são bastante econômicas. O vinagre de cozinha é o primeiro da lista. Diluído em água, pode ser usado como desengordurante, removedor de manchas e odores e ainda ajuda na limpeza de azulejos e panelas.

O bicarbonato de sódio, também em solução aquosa, pode ser um aliado na limpeza de pias, bidês e vasos sanitários por sua ação desinfetante. Ele pode substituir o removedor de limo à base de cloro dos azulejos e ser de grande utilidade na limpeza de panelas manchadas.

Você pode ainda experimentar produzir seus próprios produtos de limpeza. A partir de materiais como limão, sabão em barra e folhas de eucalipto é possível fazer detergente e desinfetante caseiros. A dica é do "Programa nacional da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural", do Ministério de Minas e Energia.

Receita de detergente caseiro

Ingredientes:
- 200 g de sabão em pedra (de glicerina ou de coco) picado
- 3 litros de água
- suco coado de 1 limão
- 3 colheres de sopa de amoníaco
Modo de Preparo:
Coloque em um balde 2,5 l de água e o suco de limão. Coloque o sabão com a água restante numa panela e aqueça em fogo baixo, mexendo bem até dissolver. Em seguida despeje o sabão no balde e mexa bem, acrescentado o amoníaco. Continue mexendo até estar tudo muito bem misturado. Está pronto, guarde o detergente em recipientes não-metálicos bem tampados. Rende aproximadamente 3 litros de detergente.
* Em dias frios, o sabão do detergente pode coagular, para que vote a normal é preciso agitá-lo bem ou aquecê-lo levemente.

Receita de desinfetante caseiro

Ingredientes:
- sobras de sabão (de preferência feito com gordura vegetal) picadas- 1 litro de álcool líquido
- 4 litros de água
- cerca de 30 a 40 folhas verdes de eucalipto ou tintura de eucalipto pronta
Modo de Preparo:
Deixe as folhas de molho no álcool durante dois dias, até formar uma "tintura". Ferva 1/4 da água com o sabão em fogo baixo, mexendo sempre, até dissolvê-lo. Tirar do fogo e juntar ao restante da água acrescentando a tintura das folhas, misturando tudo muito bem. Está pronto para armazenar e usar.
Fonte: MSN Mulher

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Meio ambiente, meu ambiente - Carlos Solano

Ok, ok, deixei meu blog meio abandonado por uns tempos e por diversos motivos. Mas essa semana estou com a corda toda! (risos) Na última semana de férias, estou encontrando tanta informação boa que sou obrigada a compartilhá-la!

Comecemos do começo: esses dias recebi um e-mail de uma colega de trabalho (que nem é tão chegada assim) sobre um curso que o Carlos Solano estaria promovendo em Floripa hoje e amanhã. Acabei não podendo fazer o curso ("Casa Natural") por não estar na cidade, mas li a programação e fiquei com aqueeela dor-de-cotovelo :-( Deve ser fantástico! Para mim, filha de bruxinha :-) interessou bastante. Então fui atrás de mais informações sobre ele e seus estudos. Achei esse artigo publicado na revista Bons Fluidos em fevereiro de 2007. E ainda tem gente que não dá bola pra famosa "sabedoria dos antigos"!

Estamos na exata hora de arregaçar as mangas e dar um bom arranjo na casa desarranjada. Tudo isso também para deixar a terra, a água e o ar puros para quem vier à nossa frente. Veja só que coisa boa!

"Hoje é dia de glória, hoje é dia de vitória!”, clamou dona Francisca, minha faxineira ecológica, que, apesar do otimismo natural, já está ficando preocupada. Tudo por causa do “meu ambiente”. De princípio, não entendi. Mas depois descobri que ela, nascida entre as sempre-vivas dos campos, ama profundamente o meio ambiente, que, por engano ou por acerto, chama de “meu ambiente”. Eu nem discuti. O planeta é a grande casa de todos nós, e o que acontecer à Terra acontecerá aos filhos da Terra...


“Mais vale uma palavra antes que duas depois”, diz Francisquinha, que sabe: as pequenas ações do dia-a-dia, quando realizadas por milhares de pessoas, se tornam muito grandes. E como a situação mundial não está para brincadeiras, fizemos, ela e eu, uma listinha de cuidados urgentes com o meu ambiente. Ou será com o seu? Não importa. Mãos à obra!

Fique limpo

Os desinfetantes e detergentes comuns, coloridos e perfumados, descem pelos esgotos e poluem rios e mares. Produto químico, só biodegradável (isso vem escrito no rótulo). Mas as receitas de dona Francisca não prejudicam o planeta e custam menos! “Olha para você ver!”, ela me diz. Limpa tudo: quatro colheres de sopa de bicarbonato de sódio, uma de vinagre branco, ou de suco de limão, em 1 litro de água morna. Pasta de limpeza: deixar os restos de sabão de molho em um pouco de água (até formar uma pasta) e misturar uma colher de sopa de vinagre e duas de açúcar. Prontinho! Para desentupir ralo de pia ou desinfetar o banheiro: bicarbonato de sódio com vinagre branco em água fervente. E basta! Na hora de encerar o chão ou lustrar os móveis: uma parte de óleo vegetal (linhaça é bom) e outra de suco de limão ou vinagre. Fica um brinco! Casos de umidade: um pote com pedaços de carvão ou giz dentro dos armários. E para desodorizar o ambiente? Quatro colheres de sopa de vinagre num pratinho, sob um móvel. As plantas também são boas purificadoras do ar. Para encerrar a parte de dona Francisca, nada de desperdícios! Evite os produtos descartáveis ou vendidos em bandejas de isopor, que aumentam os lixões. Siga o exemplo da comadre, que ainda prefere o coador, a sacola e o guardanapo de pano, o copo de vidro, enfim, tudo que se pode usar novamente.

Fique em paz

“A educação humanitária é um caminho para a paz”, diz o Instituto Nina Rosa (www.ninarosa.org), que produziu o emocionante vídeo A Carne É Fraca, sobre a trajetória de um bife antes de chegar a sua mesa. No filme, fica demonstrado que o hábito de comer carne contribui enormemente para o processo de aquecimento global. A causa maior do terrível desmatamento é a necessidade de criar pastagens para o gado de corte, a base da alimentação humana atual.

Fique vivo

Antes de fazer supermercado, consulte a lista de produtos com e sem transgênicos, pois até hoje não se sabe bem o efeito desse tipo de alimento sobre a saúde: www.greenpeace.org.br/consumidores. E não deixe de assistir o fantástico documentário Uma Verdade Inconveniente, no cinema ou em DVD. No filme, Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, alerta sobre o aquecimento global: “Essa é a crise mais urgente e perigosa que a humanidade já viveu. Dizem os mais importantes cientistas que temos no máximo dez anos para agir, senão chegaremos a um ponto sem volta. Se o Pólo Norte, a Groenlândia ou a Antártida derreterem, será difícil recuperar o balanço climático que propiciou o avanço da civilização. Porém cada um de nós ainda pode fazer algo”, como plantar árvores, economizar água e luz, escolher um carro menos poluente, reduzir ou evitar o consumo de carne.

Hoje é dia de vitória? Eu acredito! É hora de arregaçar as mangas e dar um bom arranjo na casa desarranjada. Agindo assim, “atrás de nós virá o que de bom nos fará!”, diz a querida Francisquinha.

Carlos Solano é arquiteto e escritor, autor de livros de arquitetura e de Feng Shui.

E-mail: carlosolano@ig.com.br


Gostaram? Eu adorei! Ok, não gostei muito da parte da "trajetória de um bife antes de chegar a sua mesa", acho que não quero ver esse vídeo (risos)... E para conhecer mais, acessem:
http://bonsfluidos.abril.com.br e www.carlossolano.com.br

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ecoprodutos

Postando diretamente de Curitiba, aproveitando o restinho das férias :-(
Tudo que é bom, uma hora acaba... mas isso é interessante, senão não teria graça e a gente não ficaria esperando ansiosamente pelas próximas férias (risos)!

Filosofias à parte, achei essa matéria no Bolsa de Mulher - Mundo Melhor, escrita pela Cláudia Levron em 16/07. Curtam comigo!

ECOPRODUTOS - Lindos, modernos, práticos e ecológicos! Dá pra ser feliz sem poluir...

"Ser pioneiro, abrir caminho, enfrentar o novo, dar exemplo. A tarefa não é fácil, principalmente, quando envolve o meio-ambiente. O lado bom é que o mundo está mudando. Até mesmo o corporativo. Algumas empresas se mostram sensíveis à causa. E desbravam os caminhos da sustentabilidade para uma vida melhor e mais viável.

No âmbito corporativo, organizações começam a entender que preservar o meio-ambiente é acreditar no futuro. A meta básica é a diminuição da poluição. Matérias-primas recicláveis ou naturais estão substituindo as prejudiciais à natureza. Cada vez mais, as empresas desenvolvem pesquisas para criar produtos ecologicamente corretos e promovem ações de conscientização. Ao agirem em prol do desenvolvimento sustentável, mudam comportamentos e ajudam a salvar o planeta.

Exemplos a serem seguidos

A Coza, empresa familiar gaúcha criada em 1983, fabrica produtos de utilidade doméstica sem descuidar do meio-ambiente e das questões ligadas à ecologia. Em 2006, as três irmãs Zatti, diretoras da Coza, incluíram a empresa no seleto grupo das organizações que usam biopolímeros - material biodegradável.

A implantação do segmento Ecodesign na Coza associou, de maneira criativa e responsável, o design moderno das peças ao compromisso com a causa ecoambiental. As linhas Bio, Native e Organic foram criadas dentro desse conceito de preservação ambiental:

A Bio é composta por itens de mesa, banho e decoração que misturam elementos orgânicos ao plástico. É produzida com a adição de lignina - uma substância que une as fibras da celulose ao linho, cânhamo e sisal, injetados com o polipropileno. A mistura diferenciada confere às peças aparência e aroma de madeira com qualidade e resistência do plástico.

A Organic apresentou o primeiro produto em plástico 100% biodegradável. As peças são feitas com o bioplástico, matéria orgânica extraída do amido da batata. Segundo Cristina Zatti, principal designer e responsável pelo desenvolvimento de produtos da Coza, possui as mesmas características do polipropileno, mas se decompõem com facilidade, a partir de 18 semanas enterradas.

De acordo com Cristina, a linha Native tem peças produzidas de um novo biopolímero, totalmente brasileiro e atóxico, composto de fibras e casca do coco. Tem de 35% de biopolímero de coco e 65% de plástico polipropileno.

Exemplo tipo exportação

A diretora da empresa afirma que as novidades aumentaram as vendas dentro e fora do país. "As exportações cresceram principalmente para a Europa, com destaque para a França e a Escandinávia," especifica Cristina Zatti. A irmã, Daniela Zatti, diretora comercial da marca, diz que a Coza não descansa: "Estamos sempre de olho, pesquisando novos materiais onde poderemos encontrar alternativas de preservação do meio-ambiente".

Além dos produtos comercializados, a empresa busca provocar o menor impacto ambiental possível na fábrica localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Segundo as diretoras, a Coza trata a água da chuva e a aproveita no resfriamento dos moldes de plástico. Também recicla a sucata de polipropileno. Há mais de cinco anos, usa papel do tipo "ecograph", que não passa por clareamento químico feito com cloro, altamente poluente. A empresa não aplica verniz UV na produção de seus catálogos, por inviabilizar a reciclagem do papel, e evita embalagens, o que reduz a produção de lixo."

Legal não? Os produtos da Coza, além de ecologicamente corretos, são bonitos! Abaixo tem um link pra um slideshow que mostra os produtos Eco:

http://msn.bolsademulher.com/galerias/eco_produtos/84983/1

Para mais informações, visite o site: www.coza.com.br


domingo, 28 de junho de 2009

Eco Juta - Locomotiva

Féeeerias, enfim! Antes que digam que meu blog está entregue às traças (rsrs!), quero me defender dizendo que SOBREVIVI à entrega do projeto interdisciplinar - é bem verdade que fiz corpo mole o semestre inteiro e em 3 dias (e noites viradas) terminei o bichinho, com a qualidade própria dos trabalhos que são feitos às pressas e com os olhos cansados de tantos pixels à frente. Minha professora de natação, quando eu treinava, já filosofava... "se a cabeça não pensa, o corpo paga." Nunca achei que isso fosse tãão verdadeiro...

Mas hoje eu não estou aqui pra falar do meu projeto, ou das noites não dormidas por conta de vadiagem anterior, muito menos da professora de natação. Bateu um saudosismo hoje quando eu conheci um produto chamado Eco Juta, da Locomotiva, marca do grupo Alpargatas (a mesma das Havaianas, lembra??). O porquê do saudosismo? Quando eu era criança, nós morávamos numa região essencialmente agrícola do Rio Grande do Sul, e sempre que viajávamos de carro passavam aqueles grandes caminhões carregados de soja, cobertos por uma lona onde se lia LONIL - LOCOMOTIVA. Pois a tal Locomotiva voltou a aparecer na minha vida, dessa vez sob a forma de uma juta ecológica, se podemos assim chamá-la.

O produto foi usado num ambiente criado por João Armentano para a Casa Cor SP desse ano. Ele ergueu uma tenda de perfis metálicos em um espaço de 160 m², forrando o teto com a Eco Juta, que é um material 100% correto, pois se decompõe em apenas 2 anos, ao contrário dos 100 anos que pode demorar a decomposição do poliéster. Além disso, sua produção é feita por populações ribeirinhas da Amazônia, o que garante o sustento dessas famílias e ainda não agride o meio ambiente, pois dispensa o uso de fertilizantes e defensivos.


Segundo o fabricante, a Locomotiva Eco é a primeira linha de lonas ecológicas com aspecto sofisticado desenvolvida no Brasil. Além da Eco Juta, também compõem esta linha a Eco Reciclada e a Eco Algodão Colorido, e toda a linha é destinada especialmente para a confecção de malas e bolsas de viagem, calçados, revestimentos de móveis e almofadas.


E a gente que pensava que lona era coisa pra cobrir caminhão... rs!
No site da empresa achei bem pouquinha informação, na Casa Cláudia está mais interessante ;-)

Fonte: Revista Casa Cláudia - junho/2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Quem é... BURLE MARX

Já que estamos com a mão na massa (risos), vamos em frente!


Roberto Burle Marx foi um dos maiores paisagistas do nosso século, distinguido e premiado internacionalmente. Artista de múltiplas artes, foi também, desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias, sensibilidades que conferiram características específicas a toda a sua obra.

Nasceu em São Paulo em 4 de agosto de 1909, passando a residir no Rio de Janeiro a partir de 1913. De 1928 a 1929 estudou pintura na Alemanha, tendo sido freqüentador assíduo do Jardim Botânico de Berlim, onde descobriu, em suas estufas, a flora brasileira. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932, passando a dedicar-se ao paisagismo, paralelamente à pintura e ao desenho. Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Em 1955 fundou a empresa BURLE MARX & CIA LTDA., pela qual passou a elaborar projetos de paisagismo, fazer a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos. Desde 1965, até seu falecimento, contou com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono. Roberto Burle Marx faleceu no dia 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.




Fonte: www.burlemarx.com.br

Mas eu gostei mais da biografia no site da TV Cultura (http://www.tvcultura.com.br/):
A história do paisagismo brasileiro, a partir de 1930, está ligada à obra mundialmente famosa de Roberto Burle Marx. É um dos brasileiros mais consagrados no exterior em todos os tempos. Nascido em São Paulo em 1909, Roberto Burle Marx muda-se ainda menino para o Rio de Janeiro. Aos 19 anos, viaja para a Alemanha para se aperfeiçoar como desenhista. E é lá que, casualmente, descobre a beleza das plantas tropicais, numa visita ao Jardim Botânico de Dahlen. De volta ao Brasil, Burle Marx começa a cultivar, colecionar e classificar plantas num jardim na encosta do morro, atrás de sua casa.



Seu primeiro trabalho como paisagista é feito a pedido do arquiteto e amigo Lúcio Costa, no início dos anos 30. Burle Marx projeta um jardim revolucionário, usando plantas tropicais e a estética da pintura abstrata. O começo é difícil. Os jardins brasileiros obedecem ao modelo europeu: predominam azaléias, camélias, magnólias e nogueiras. A elite conservadora da época estranha o estilo abstrato e tropical de Burle Marx. Mas a renovação nas artes e na arquitetura é uma tendência mundial e irresistível nos anos 30. Burle Marx torna-se adepto da escola alemã Bauhaus, com seu estilo humanista e integrador de todas as artes. No Brasil, um grupo de jovens arquitetos, profundamente influenciados pela corrente francesa liderada por Le Corbusier, revoluciona a arquitetura. Entre eles, Oscar Niemayer e Lúcio Costa.




A moderna arquitetura brasileira usa novos materiais. Aço, vidro e concreto pedem um paisagismo renovador. A associação entre Burle Marx, Niemayer e Lúcio Costa não pára mais. Apaixonado pela flora brasileira, realiza incontáveis viagens por todo o país à procura de plantas raras e exóticas. Pouco a pouco, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. A relação de Burle Marx com a natureza é quase religiosa. Sua reverência ao verde torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente.




Roberto Burle Marx é um artista polivalente. Pintor, designer, arquiteto, paisagista, artista plástico, tapeceiro. Nas horas vagas canta música lírica para os amigos. Sua obra como artista plástico é amplamente reconhecida e premiada em mostras e salões internacionais. Pouco a pouco, o nome de Burle Marx paisagista ultrapassa as fronteiras do Brasil. Sua assinatura brilha em milhares de projetos espalhados pelos cinco continentes.

Sua grande paixão, contudo, sempre foi o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro. Nos mais belos cartões postais da cidade estão os jardins de Burle Marx. O Largo da Carioca, a orla do Leme, o calçadão de Copacabana, os jardins suspensos do Outeiro da Glória, e a menina dos olhos do artista: o Aterro do Flamengo.

Do trabalho conjunto com Oscar Niemayer e Lúcio Costa nascem o Parque da Pampulha, em Minas Gerais, e os famosos jardins de Brasília. Entre suas obras mais expressivas estão os jardins do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em 61 anos de carreira, Burle Marx assina mais de dois mil projetos e recebe inúmeras honrarias. Mas a homenagem que mais o sensibiliza é ver seu nome designando uma espécie de plantas tropicais: "Burle Marxii".




Em 1972, Burle Marx muda-se para o sítio Santo Antônio da Bica, nos arredores do Rio de Janeiro. Dedica-se à pintura, coleciona obras de arte e cultiva, ao longo de mais de vinte anos, três mil e quinhentas espécies de plantas do mundo inteiro, criando um verdadeiro Éden Tropical. Em 1985, doa a propriedade ao governo federal. Seu grande sonho é criar ali uma escola para jardineiros e botânicos, e abrir o sítio à visitação pública. Mas é somente após a sua morte, ocorrida em 1994, aos 82 anos de idade, que os seus últimos projetos florescem. Graças ao empenho de sua equipe, o sítio, agora batizado com o seu nome, recebe visitantes do Brasil e do mundo. E ecologistas, paisagistas e jardineiros podem freqüentar cursos regulares, ministrados em meio às plantas que o próprio Roberto Burle Marx cultivou.




Estou arrepiada!

Sustentabilidade em evidência

(Já não era sem tempo...)

Sustentabilidade é um assunto controverso. Ao mesmo tempo que todo mundo fala nisso, todo mundo quer ser "ambientalmente responsável", quantos de nós separam o lixo em casa? (Na minha, pelo menos, é uma briga constante...) Quantos de nós trocam as lâmpadas incandescentes comuns por econômicas? (ok, elas são mais caras, mas o retorno compensa o investimento!) Quantos diminuíram o tempo debaixo do chuveiro (apesar do frio brrrrr!) Quantos trabalham para reduzir o desperdício, de modo geral? Quantas de nós doam uma bolsa antiga quando compra uma nova? ("aliás, nem precisava de uma nova, já tenho tantas, mas essa é tão linda, eu não podia deixar de comprar...") Quantos de nós pesquisam sobre as políticas ambientais dos fabricantes antes de adquirir algum produto? A propósito, eis o termo aqui novamente, "comprar", "adquirir"... eu honestamente tenho repensado minhas escolhas, tenho procurado pensar vááárias vezes antes de comprar MAIS UM sapato, MAIS UMA bolsa, MAIS UM equipamento eletrônico. Até porque hoje em dia as casas (e os closets) estão cada vez menores, não tem espaço pra guardar. E ninguém quer ser um eco-chato, mas quer saber? Faz bem pensar nessas coisas. Faz bem pro bolso, faz bem pra consciência, e faz muito bem pro planeta! ;-)

Pois então, sustentabilidade está na moda. Taí a Casa Cor que não me deixa mentir. A edição 2009 da feira, que começou em 26 de maio e vai até 14 de julho em São Paulo, tem o tema "Sustentabilidade" e homenageará o centenário do nascimento do consagrado paisagista Roberto Burle Marx. Dele eu falo outro dia, pois merece um 'post' específico na nossa coluna "Quem é..." (risos).

Achei um artigo bem legal sobre o assunto (sustentabilidade, não Casa Cor rs!) que reproduzo na íntegra pra vocês:


Construindo um mundo sustentável
por Sarah Lee, redação ONNE


“Sustentabilidade” é um desses termos que você não entende exatamente o que é, mas sabe que é importante porque sempre ouve falar. Especialmente agora, com a repercussão das discussões e solenidades do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado todo ano no dia 5 de junho.Para aproximar esse assunto da sua realidade e do seu dia-a-dia, o ONNE consultou duas profissionais das áreas de arquitetura e paisagismo para tentar simplificar e explicar, na prática, o que é a tal da sustentabilidade, começando por um tema que com certeza é de seu interesse: a sua casa.

O que define se o seu lar, doce, lar, é sustentável? Do ponto de vista arquitetônico, basicamente... Tudo! Para a arquiteta paisagista Beatriz Fernandez Mera, da Mera Arquitetura e Paisagismo, “a sustentabilidade na arquitetura está presente desde a elaboração do projeto”. Isso engloba desde “detalhes construtivos, escolha dos materiais e preocupações com seus resíduos durante a obra até a preocupação do dia a dia do seu usuário, como o local adequado para a armazenagem do lixo para reciclagem e procedimentos para evitar o desperdício dos recursos hídricos”, ela esclarece.


Evitar o desperdício é chave também para a arquiteta Ana Cristina Moraes Barbosa, da Montagem Arquitetos: “Sempre focamos em nossas obras e orientamos os clientes sobre a importância da reutilização de materiais que de início podem parecer descartáveis”, ela diz. Ela acrescenta que é importante também “conhecer profundamente as condições ambientais regionais de cada projeto e propor soluções que além de econômicas e locais respeitem o meio ambiente e o futuro da nossa sociedade”.Mesmo com esse nobre objetivo, porém, nem sempre as pessoas “abraçam” projetos de proposta sustentável assim, logo de cara. Ana Cristina acredita que essa resistência é uma questão cultural e de falta de conscientização. “Realmente eles não pensam em investir nesta área; por exemplo, para montar uma rede de reuso de água devemos construir uma rede hidráulica diferenciada prevendo este reuso”, ela diz, citando os preços “nem sempre economicamente atrativos” como outro obstáculo.


Beatriz Fernandez também cita esse problema nos projetos sustentáveis; isso porque os custos elevados para execução de alguns detalhes construtivos sustentáveis “terão retorno financeiro apenas depois de alguns anos”.E então? Sustentabilidade é um assunto menos complicado do que parecia, mas não tão simples de ser aplicado, não é mesmo? Mas agora que o básico já está esclarecido, cabe a você aplicar os conceitos e discussões do Dia Mundial do Meio Ambiente aos 365 dias do ano!"

sábado, 25 de abril de 2009

Adeus aos jurássicos...



Ar-condicionado descolado e com a cara que você escolher? Essa é a proposta da Brastemp com seu lançamento Splits Ative!, que tem como grande diferencial os adesivos para personalizá-lo com a cara do dono. Além da aparência versátil, o produto ainda vem com funções como a Meu Jeito, que programa o funcionamento, a temperatura e a velocidade de ventilação favoritos, a Agendar, que determina o horário em que o produto começará a funcionar e o aviso Limpar o Filtro, para alertar sobre a hora certa de limpar ou trocar o filtro. O Splits Ative! possui três anos de garantia e selo A em consumo de energia, o que significa que está entre os mais econômicos do mercado.

Junto com o lançamento do produto, a Brastemp criou uma central de atendimento telefônico exclusiva com funcionários capacitados para indicar o produto ideal para cada ambiente, além de explicar as diferenças e benefícios de cada modelo. O serviço também disponibiliza uma visita técnica de pré-compra, indicando o melhor lugar para instalar o produto. Para agendar uma visita ou mesmo a compra do produto, é só ligar para 4004-0021 ou 0800-722-7799. O Splits Ative! custa a partir de R$ 1 500.
Fonte: Natália Garcia para casa.com.br

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Decoração Sustentável

"A melhor maneira de salvar a floresta é incentivar a exploração sustentável da madeira" - na primeira vez que escutei essa afirmação anos atrás, vinda de um conceituado ambientalista, confesso que me pareceu um contrasenso. No entanto, o tempo mostrou a sabedoria da frase. Cresce a cada dia o número de produtos que trazem estampados selos que atestam a procedência da madeira, como o FSC, sigla para Forest Stweardship Council.

O Banco Zebra, que você vê na foto acima, é um exemplo dessa nova geração de produtos. Fabricado pela Facilities Brasil, ele é feito de Teca. Essa espécie, originária da Índia e Indonésia, tem sido cultivada mundo afora por suas características de resistência às intempéries. O móvel traz o selo Teak Wood de boa procedência da madeira.

Fonte: Karina Yamamoto em www.casaclaudia.com.br

Arquitetura Sustentável

Conceito de Sustentabilidade

A primeira definição de desenvolvimento sustentável foi cunhada por Brundtland Report, em 1987, afirmando que desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras.

Nas décadas seguintes, grandes conferências mundiais foram realizadas, como a Rio’92, no Rio de Janeiro, em 1992, e a Rio+10, em Johannesburgo, em 2002. Nessas reuniões, protocolos internacionais foram firmados a fim de rever as metas e elaborar mecanismos para o desenvolvimento sustentável. O desafio global de melhorar o nível de consumo da população mais pobre e diminuir a pegada ecológica e o impacto ambiental dos assentamentos humanos no planeta foi o grande tema em debate.

No final da década de 1980 e início da década de 1990, as questões de sustentabilidade chegaram à agenda da arquitetura e do urbanismo de forma incisiva, trazendo novos paradigmas.

Cenário da Construção Civil e Conceito de Construção Sustentável

As cidades e seu metabolismo são as grandes responsáveis pelo consumo de materiais, água e energia, sendo assim razoável pensar que, em um futuro próximo, continuarão a produzir grande impactos negativos sobre o meio natural.

Muitos destes impactos negativos são gerados pelo setor da construção civil, que responde por 40% do consumo mundial de energia e por 16% da água utilizada no mundo. De acordo com dados do Worldwatch Institute, a construção de edifícios consome 40% das pedras e areia utilizados no mundo por ano, além de ser responsável por 25% da extração de madeira anualmente. É natural que a sustentabilidade assuma, gradualmente, uma posição de cada vez mais importância neste cenário.

O conceito de Construção Sustentável baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais de nossa época, sem renunciar à moderna tecnologia e a criação de edificações que atendam as necessidades de seus usuários.

Certificação e Avaliação Ambiental

A questão ambiental vem sendo debatida em todo o mundo, e tornou-se necessário adequar a arquitetura a esta demanda. Diversos países criaram critérios de avaliação para construções sustentáveis.

Os métodos para avaliação ambiental de edifícios surgiram na década de 1990 na Europa, EUA e Canadá com a intenção de encorajar o mercado a obter níveis superiores de desempenho ambiental. Pelo fato das agendas ambientais serem diferenciadas, os métodos empregados em outros países não devem ser utilizados sem as devidas adaptações, incluindo a definição dos requisitos de sustentabilidade que devam ser atendidos pelos edifícios no Brasil.

Atualmente, praticamente cada país europeu, além de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Hong Kong, possui um sistema de avaliação de edifícios. No Brasil, o atestado de boa conduta ambiental e social mais difundido é a Certificação LEED do USGreen Building Council - GBC (Conselho Norte Americano de Prédios Verdes). Mas outros sistemas de certificação estão começando a despontar. Em abril de 2008 foi lançada a certificação para empreendimentos sustentáveis Alta Qualidade Ambiental (AQUA), que foi adaptada para atender as características ambientais do país.