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sábado, 15 de maio de 2010

Quem é... ANDY WARHOL


Aproveitando que está acontecendo a Exposição Andy Warhol em São Paulo, vamos conhecer um pouco mais sobre o mestre da Pop Art!

"Nascido em 6 de agosto de 1928 em Pittsburgh, Pensilvânia, Andrew Warhola ou Andy Warhol estudou design no Instituto de Tecnologia de Carnegie, hoje Universidade Carnegie Mellon. Em Nova York, ilustrou importantes revistas como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, além de anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas que lhe conferiram prêmios no Art Director's Club e no The American Institute of Graphic Arts.


Teve sua primeira mostra individual no início da década de 50, época em que passou a assinar Warhol. Ficou famoso no final dessa década, quando expôs latas de sopa Campbell pintadas à mão e uma galleria em Los Angeles.

Em 1962, começou a usar serigrafia e outros meios de reprodução mecânica, eliminando a distinção entre fotografia e pintura, assim como a pop art eliminou a linha que separava a arte erudita da comercial. Consagrou-se um dos principais nomes do movimento pop art no mundo. Foi também patrocinador e a mente por trás da conceituada banda novaiorquina The Velvet Underground."


Andy Warhol, Mr. America
De 20 de março a 23 de maio de 2010
Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66 - Luz - São Paulo - SP

Entrada: R$6,00
Entrada franca aos sábados.
Mais informações: (11) 3335-4990.

Saiba mais!



domingo, 28 de fevereiro de 2010

Karim Raschid

Duvido quem conheça o trabalho deste super designer egípcio e não seja louco por ele!


Karim Rashid nasceu no Cairo, na década de 60, e foi criado no Canadá. Formou-se em Desenho Industrial em 1982 e seguiu para a Itália para continuar seus estudos. Karim é um designer premiado tanto em projetos de interiores quanto de produto: é um dos designers mais criativos de sua geração, e suas propostas vanguardistas fazem com que seja chamado para muitos projetos conceituais nas feiras mais importantes do mundo, para discutir as novas tendências do mercado. Karim já trabalhou para gigantes como Citibank, Hyundai, Samsung, Issey Miyake, Prada, Armani, Carolina Herrera, Veuve Cliquot e Swarovski, entre outros.

Uma novidade do designer é esta cozinha, feita em parceria com a marca italiana Scavolini. Contemporâneo, o ambiente traz armários com cores quentes e estampas marcadas pelos traços característicos do designer. Para contrapor o colorido, um balcão reto e branco integra o conjunto, que tem ainda fogão cooktop e até uma cafeteira. Disponível em duas versões, o projeto, que faz parte da coleção Crystal, é modular e pode ser adaptado para espaços grandes ou pequenos. “Uma cozinha deve ser essencial, mas também sensual, assim como tudo o que há ao seu redor. Porém, ela também deve ser bem organizada, evocativa e ter um apelo estético e social”, explica o designer, no site do fabricante.





Para os fãs brasileiros, Karim assinou uma coleção de luminárias para a Via Light, confira:


E vocês lembram daquele restaurante psicodélico na Sérvia, que mostramos aqui no blog? (post http://issotudoqueeuamo.blogspot.com/2009/03/restaurante-psicodelico-na-servia.html) Pois Raschid atacou em Belgrado novamente, dessa vez numa farmácia. No mínimo, pitoresco!




Ninguém gosta de comprar remédios, mas dá para apostar que vai ter muita gente visitando essa farmácia, em Belgrado, na Sérvia, como se fosse um ponto turístico. A drogaria Oaza Zdravlja tem visual inspirado em símbolos do corpo humano e do processo de cura medicinal. O verde e o branco foram usados como tons centrais para os móveis e para as paredes. As formas arredondadas e nada convencionais das peças que compõem a decoração e a arquitetura se destacam, deixando o ambiente moderno e colorido. No teto, a luminária simboliza o DNA.


Abaixo, mais alguns dos trabalhos deste profissional espetacular, que usa e abusa das cores saturadas (eu diria "fluorescentes") e dos formato orgânicos!






Fonte:

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cadeira Tulipa - Pierre Paulin

GENTE!!!!!!!

Estou tão feliz, tão feliz!!!!!!!

Hoje fiz uma das melhores (senão a melhor) aquisição para minha casa nova! Uma cadeira para o home office, a Tulipa de Pierre Paulin. Liiindaaaaaaaaa, e por menos do que eu esperava pagar por ela. Achei na Solosedie, em Floripa. Aliás, o atendimento foi excelente (Max é o nome da pessoa), deram-me um ótimo desconto para pagamento à vista e, de quebra, vão me emprestar uma outra Tulipa enquanto a minha não chega (deve demorar uns 20 dias). E quando eu enjoar do tecido que escolhi para o revestimento (um meio vinílico, cor meio vinho, meio cereja, meio uva, sei lá que cor é aquela, mas é di-vi-na!!) eles mesmos providenciam outro estofamento. A-m-e-i!!!! O único problema da Solosedie é que tem taaantas opções, ai, complicou a minha vida! (risos) Mas eu recomendo!

Olha a bichinha aqui (uma réplica, lógico, a minha é beeem mais bonita hehehe! e tem rodízios)


Bom, sobre quem criou essa peça M-A-R-A:

Pierre Paulin (1927) é considerado um dos mais importantes designers franceses de meados do século 20. Ele faleceu recentemente, em 14 de junho desse ano, em Montpellier, na França, aos 81 anos. Paulin era o preferido de presidentes franceses como François Miterrand e Georges Pompidou. Ficou conhecido em todo mundo pelos seus móveis com forma de cogumelo e língua. Sua preocupação com a simplicidade marcou o meio-ambiente dos franceses “com formas doces como a saudade (douces comme des souvenirs)".

Saiba mais!

www.solosedie.com.br

www.abcdesign.com.br

www.guimar-interiores.com.br

www.pierrepaulin.com

domingo, 5 de julho de 2009

18 ícones do design que resistem ao tempo

"Há roupas, sapatos, estampas e estilos que são tão fortes e marcantes que atravessam os anos sendo revisitados. Com o design não é diferente. Arquitetos e designers criaram peças há mais de 80 anos, como é o caso da cadeira Wassily, desenhada pelo arquiteto Marcelo Breuer. Seu desenho é tão atemporal que resiste até hoje e marca presença em inúmeros projetos de decoração de interiores. Ou a Thonet - a mais antiga cadeira, criada no século 19 por Michel Thonet -, que ainda hoje é produzida. Confira a história de 18 ícones do design de mobiliário selecionados pela reportagem do Terra.



1) Cadeira Wassily
Esta cadeira foi projetada em 1925 pelo arquiteto e designer húngaro Marcel Breuer (1902-1981) para decorar a casa do pintor Wassily Kandinsky. Na época, ambos eram professores da Bauhaus - escola de design, artes plásticas e arquitetura que surgiu na Alemanha (1919-1933). Breuer integrou o movimento modernista e desenvolveu móveis em tubo de aço curvado - base de muitas estruturas do mobiliário moderno. Em homenagem ao arquiteto, a Tok & Stok batizou a peça de Poltrona Breuer, que tem acabamento cromado; assento, braços e encosto são de couro reconstituído.




2) Cadeira Panton

Esta peça cheia de curvas é um bom exemplo do estilo do arquiteto e designer dinamarquês Verner Panton (1926-1998), que introduziu a estética pop no mobiliário e na arquitetura de interiores nos anos 1960. Idealizada em 1960 e produzida em série a partir de 1967, a Panton foi a primeira cadeira confeccionada totalmente em plástico. Graças à sua forma inusitada figura em coleções de renomados museus do mundo.

3) Sofá Togo
Nem precisa sentar; só de olhar percebe-se que o sofá criado pelo designer francês Michel Ducaroy (1925), em 1973, é superconfortável. A criação é o resultado das pesquisas do designer na década de 1970. Na época, novos chegavam ao mercado, como as fibras sintéticas, que ele passou a utilizar em sofás como o Togo. Esse móvel oferece inúmeras possibilidades de tecidos, cores e combinações de módulos.


4) Cadeira Bertoia

A linha Bertoia nasceu no estúdio de Hans e Florence Knoll, onde o designer Harry Bertoia (1915-1978) desenvolveu seus estudos sobre metal e criou peças que se tornariam ícones do design. A peça, formada por uma tela que se assemelha a um cesto, valoriza a funcionalidade e a flexibilidade do material em uma estrutura de aço curvado e soldado. Lançada em 1952, incorporada à coleção Knoll, sobrevive até hoje compondo as mais diversas decorações de interiores.


5) Chaise Le Corbusier
Também chamada de LC4, a chaise longue criada pelo arquiteto e designer Le Corbusier - ou Charles Édouard Jeanneret-Gris (1887-1965) - parece flutuar no ar. Exposta no salão de outono em Paris, em 1929, a chaise segue as curvas naturais do corpo numa estrutura de metal e couro. Afinal a natureza, que fez parte da infância do artista, inspirou muitos de seus trabalhos, que influenciaram renomados arquitetos modernistas brasileiros, como Lúcio Costa (1902-1998) e Oscar Niemeyer (1907).




6) Poltrona Mole
Essa peça criada em 1957 pelo arquiteto carioca Sérgio Rodrigues, tornou-se um móvel representativo da identidade nacional e colaborou na projeção do Brasil no cenário internacional. A peça é destaque permanente do MoMa, em Nova York. Resultado da busca da funcionalidade do sentar o prazer do descanso, o móvel retrata a cultura brasileira, pois entre os materiais está o jacarandá, couro natural, redes e catres.





7) Poltrona Barcelona

A poltrona foi criada em 1929 pelo arquiteto norte-americano Mies Van Der Rohe (1886-1969) para o pavilhão alemão da Exposição Universal de Barcelona, na Espanha. Duas peças foram colocadas no espaço para que o rei e a rainha espanhóis se sentassem nelas como se estivessem em seus tronos. A peça foi o marco da Bauhaus - escola de design, artes plásticas e arquitetura que surgiu na Alemanha (1919-1933). Uma única estrutura de aço chapado e estofado de couro botonê, costurado à mão, elevaram a Barcelona ao status de ícone do design moderno.



8) Mesa de jantar Saarinen
A linha Tulip, do arquiteto finlandês Eero Saarinen (1910), é um exemplo de design atemporal. Em sociedade com Charles Eames, ele desenvolveu uma série de móveis inovadores na década de 1930, utilizando resinas plásticas e fibras de vidro, materiais até então usados apenas em áreas industriais. Criada em 1956, a mesa originalmente tinha o objetivo de possibilitar o uso com várias cadeiras, já que não possui pernas nas extremidades. Seu desenho inovador é traduzido por base delgada que se une ao tampo. Um refinamento de formas.

9) Mesa de centro Noguchi

A mesa de centro Noguchi é uma verdadeira escultura criada pelo designer, pintor e escultor Isamu Noguchi (1904-1988). Nascido em Los Angeles, filho de uma escritora norte-americana e de um poeta japonês, ele sempre buscou a solução para problemas tanto cotidianos quanto estéticos, aliando a arte ao utensílio. Esta peça é formada somente por três elementos: tampo de vidro e duas peças interligadas de madeira, que servem de base. Extremamente simples, a mesa une forma e função e lembra a formação de escultor de seu criador.


10) Cadeira DAR
Também conhecida como cadeira Eiffel, esta peça foi criada pelo casal de arquitetos norte-americanos Charles e Ray Eames (1907-1978 e 1912-1989, respectivamente), pioneiros na experimentação, o que rendeu uma grande produção de criações atemporais. A cadeira moldada em plástico é uma delas, agora produzida em acrílico. Sua base estruturada em aço inox deixa o acento em concha "flutuar". O design criado em 1948 funciona bem até hoje nos mais diversos projetos de decoração.



11) Poltrona Egg
Seu formato semelhante a um ovo foi o mote desta peça desenhada em 1957 pelo arquiteto Arne Jacobsen (1902-1971). Nascido em Copenhagen, na Dinamarca, Jacobsen foi também decorador, professor e designer de móveis, têxtil e de cerâmicas. Considerada hoje um ícone do design mundial, a Egg foi criada para o Hotel Royal SAS, de Copenhagen, também projetado pelo arquiteto.




12) Poltrona Swan
A peça também foi desenhada por Arne Jacobsen, juntamente com a Poltrona Egg. Ambas foram criadas para o lobby e lounge do hotel dinamarquês Royal Hotel. Essa peça marcou época por ser inovadora em termos de design - repare a forma totalmente curvilínea - e sua inovação tecnológica.







13) Poltrona Eames
Um conjunto clássico do século 20, a poltrona e o pufe Eames foram desenhados em 1956 por Charles e Ray Eames (1907-1978 e 1912-1989, respectivamente). Desde a criação, nunca deixaram de ser produzidos e comercializados. O uso de chapas de madeira curva revolucionou as técnicas construtivas da época. A poltrona em formato de concha, com o assento e encosto revestidos de couro, vira uma confortável espreguiçadeira quando usada juntamente com o pufe. Ideal para compor cantos de leitura e bibliotecas.



14) Poltrona Tulipa
A peça foi desenhada em 1965 pelo francês Pierre Paulin (1927), considerado um dos mais importantes designers do século 20, ao lado de Charles e Ray Eames, Eero Saarinen e Harry Bertoia. Essa cadeira revolucionou o estilo de vida da sociedade da época devido ao seu desenho inovador. A base giratória em alumínio proporciona funcionalidade ao mesmo tempo em que contrasta com o estofado. Paulin foi responsável pela criação do mobiliário do gabinete presidencial de François Mitterrand, em 1983.



15) Cadeira Thonet
A cadeira leva o nome de seu criador, Michel Thonet (1796-1871), nascido na Áustria, onde montou o seu primeiro ateliê. Foi o precursor da madeira curvada, já que inventou uma máquina para fabricação em série de móveis com esse tipo de material. O resultado foram milhões de cadeiras Thonet espalhadas pelo mundo. O modelo deu origem ao estilo austríaco - estrutura de madeira e assento trançado.




16) Cadeira Esteirinha
O desenho do casal de arquitetos norte-americanos Charles e Ray Eames é totalmente ergonômico neste clássico, muito utilizado em ambientes corporativos e escritórios domésticos. Os cinco pés em alumínio com rodízios servem de base para o assento que pode variar de tecidos e cores.




17) Cadeira Ouro Preto
Desenhada pelo designer francês radicado no Brasil, Michel Arnoult (1922), essa peça conquistou o prêmio Roberto Simonsen de Desenho Industrial em 1964. A cadeira faz parte da reedição feita pela Atec Original Design de peças da consagrada Mobília Contemporânea, do designer. A cadeira, que fez grande sucesso nos anos 1960 e 1970, permanece atual e perfeita para os pequenos espaços das residências de hoje. É fabricada com eucalipto tingido na cor imbuia.


18) Cadeira Paulistano
Projetada em 1957 pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928), um dos expoentes da arquitetura paulista, esta peça fazia parte do mobiliário do Ginásio do Clube Atlético Paulistano. Marco na história do design contemporâneo no país, ela impressiona pelo seu conceito, assim como pela beleza de suas linhas simples, que garantem elegância e conforto em vários tipos de ambientes."




Fonte: Rosana Ferreira para Redação Terra

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Quem é... BURLE MARX

Já que estamos com a mão na massa (risos), vamos em frente!


Roberto Burle Marx foi um dos maiores paisagistas do nosso século, distinguido e premiado internacionalmente. Artista de múltiplas artes, foi também, desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias, sensibilidades que conferiram características específicas a toda a sua obra.

Nasceu em São Paulo em 4 de agosto de 1909, passando a residir no Rio de Janeiro a partir de 1913. De 1928 a 1929 estudou pintura na Alemanha, tendo sido freqüentador assíduo do Jardim Botânico de Berlim, onde descobriu, em suas estufas, a flora brasileira. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932, passando a dedicar-se ao paisagismo, paralelamente à pintura e ao desenho. Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Em 1955 fundou a empresa BURLE MARX & CIA LTDA., pela qual passou a elaborar projetos de paisagismo, fazer a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos. Desde 1965, até seu falecimento, contou com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono. Roberto Burle Marx faleceu no dia 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.




Fonte: www.burlemarx.com.br

Mas eu gostei mais da biografia no site da TV Cultura (http://www.tvcultura.com.br/):
A história do paisagismo brasileiro, a partir de 1930, está ligada à obra mundialmente famosa de Roberto Burle Marx. É um dos brasileiros mais consagrados no exterior em todos os tempos. Nascido em São Paulo em 1909, Roberto Burle Marx muda-se ainda menino para o Rio de Janeiro. Aos 19 anos, viaja para a Alemanha para se aperfeiçoar como desenhista. E é lá que, casualmente, descobre a beleza das plantas tropicais, numa visita ao Jardim Botânico de Dahlen. De volta ao Brasil, Burle Marx começa a cultivar, colecionar e classificar plantas num jardim na encosta do morro, atrás de sua casa.



Seu primeiro trabalho como paisagista é feito a pedido do arquiteto e amigo Lúcio Costa, no início dos anos 30. Burle Marx projeta um jardim revolucionário, usando plantas tropicais e a estética da pintura abstrata. O começo é difícil. Os jardins brasileiros obedecem ao modelo europeu: predominam azaléias, camélias, magnólias e nogueiras. A elite conservadora da época estranha o estilo abstrato e tropical de Burle Marx. Mas a renovação nas artes e na arquitetura é uma tendência mundial e irresistível nos anos 30. Burle Marx torna-se adepto da escola alemã Bauhaus, com seu estilo humanista e integrador de todas as artes. No Brasil, um grupo de jovens arquitetos, profundamente influenciados pela corrente francesa liderada por Le Corbusier, revoluciona a arquitetura. Entre eles, Oscar Niemayer e Lúcio Costa.




A moderna arquitetura brasileira usa novos materiais. Aço, vidro e concreto pedem um paisagismo renovador. A associação entre Burle Marx, Niemayer e Lúcio Costa não pára mais. Apaixonado pela flora brasileira, realiza incontáveis viagens por todo o país à procura de plantas raras e exóticas. Pouco a pouco, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. A relação de Burle Marx com a natureza é quase religiosa. Sua reverência ao verde torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente.




Roberto Burle Marx é um artista polivalente. Pintor, designer, arquiteto, paisagista, artista plástico, tapeceiro. Nas horas vagas canta música lírica para os amigos. Sua obra como artista plástico é amplamente reconhecida e premiada em mostras e salões internacionais. Pouco a pouco, o nome de Burle Marx paisagista ultrapassa as fronteiras do Brasil. Sua assinatura brilha em milhares de projetos espalhados pelos cinco continentes.

Sua grande paixão, contudo, sempre foi o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro. Nos mais belos cartões postais da cidade estão os jardins de Burle Marx. O Largo da Carioca, a orla do Leme, o calçadão de Copacabana, os jardins suspensos do Outeiro da Glória, e a menina dos olhos do artista: o Aterro do Flamengo.

Do trabalho conjunto com Oscar Niemayer e Lúcio Costa nascem o Parque da Pampulha, em Minas Gerais, e os famosos jardins de Brasília. Entre suas obras mais expressivas estão os jardins do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em 61 anos de carreira, Burle Marx assina mais de dois mil projetos e recebe inúmeras honrarias. Mas a homenagem que mais o sensibiliza é ver seu nome designando uma espécie de plantas tropicais: "Burle Marxii".




Em 1972, Burle Marx muda-se para o sítio Santo Antônio da Bica, nos arredores do Rio de Janeiro. Dedica-se à pintura, coleciona obras de arte e cultiva, ao longo de mais de vinte anos, três mil e quinhentas espécies de plantas do mundo inteiro, criando um verdadeiro Éden Tropical. Em 1985, doa a propriedade ao governo federal. Seu grande sonho é criar ali uma escola para jardineiros e botânicos, e abrir o sítio à visitação pública. Mas é somente após a sua morte, ocorrida em 1994, aos 82 anos de idade, que os seus últimos projetos florescem. Graças ao empenho de sua equipe, o sítio, agora batizado com o seu nome, recebe visitantes do Brasil e do mundo. E ecologistas, paisagistas e jardineiros podem freqüentar cursos regulares, ministrados em meio às plantas que o próprio Roberto Burle Marx cultivou.




Estou arrepiada!

sábado, 30 de maio de 2009

Quem é... PHILLIPE STARCK

"Nascido em Paris, estudou na Escola Nissin de Comondo. Em 1965 ganhou a competição de mobiliário de La Vilette. Três anos depois fez parte do desenvolvimento de móveis infláveis em parceria com L. Venturi. Em 1969 já era o diretor de arte da Pierre Cardin, onde produziu 65 peças de design exclusivo. Em 1979 fundou sua própria empresa, a Starck Productions. Já havia trabalhado como designer de produtos, de mobiliário e de interiores quando foi selecionado a desenvolver a renovação completa do apartamento pessoal do Presidente de seu país. Trabalhou também para várias empresas, dentre as quais Vitra, Disform, Driade, Baleri, XO e Idée. Em 1986, tornou-se conferencista adjunto da Domus Academy, em Milão. É conhecido mundialmente pelo seu design leve e contemporâneo, tanto pela forma quanto pelos materiais que emprega em suas criações."


Starck recorda que passou sua infância debaixo do pai desenhando placas; horas passadas serrando, cortando, colando, lixando e desmontando bicicletas, motociclos e outros objetos. Vários anos e vários protótipos depois, os italianos fizeram dele responsável pelo nosso mobiliário; o presidente Mitterrand lhe pediu para mudar seu apartamento pessoal no Palácio Elysées; ele transformou Royalton e Paramount, em Nova York para o novo clássico dos hotéis espalhados pelo mundo, e Japão, com o arquitetônico tours de force fizeram dele o principal expoente da arquitetura expressionista. Sua respeito pelo ambiente e pela humanidade foi também reconhecido na França, onde foi convidado a projetar a École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, em Paris, a torre de controle do aeroporto em Bordeaux, e uma fábrica de reciclagem de resíduos na região metropolitana de Paris.

No exterior, ele continua a agitar as tradições e a cultura das grandes cidades ao redor do mundo, com a decoração do restaurante Península Hotel, em Hong Kong, o Teatron no México, o Hotel Delano, em Miami, o Mondrian em Los Angeles, o Asia de Cuba em Nova York, e toda uma série de projetos em curso em Londres e outras regiões. Seu dom é o de transformar o objeto de sua missão em um local de encanto, prazer e encontros. Um sincero e entusiasta cidadão do mundo de hoje, ele considera que é seu dever de partilhar conosco a sua subversiva visão de um mundo melhor. Ele é incansável em mudar a realidade da nossa vida diária. Ele capta o espírito essencial do mar para Beneteau, transforma a escova em um objeto nobre, espreme limões mas da forma "errada".

Ele também investe tempo para mudar as bandejas, luminárias, escovas de dentes, talheres, castiçais, garrafas térmicas, facas, copos, relógios, ciclomotores, motociclos, mesas, camas, torneiras, banheiras... em suma, a nossa vida inteira. Uma vida que ele considera cada vez mais fascinante, que trouxe-lhe agora para mais perto do corpo humano, com a roupa, underwear, sapatos, óculos, relógios, produtos alimentares, produtos de higiene e etc, ainda determinado que os seus desenhos, como sempre, respeitem a natureza e o futuro da humanidade. Os museus do mundo são infalíveis. Paris, Nova Iorque, Munique, Londres, Chicago, Kyoto, Barcelona - todos apresentam seu trabalho como o de um mestre. Prêmios e reconhecimentos são banhos sobre ele: desenhista do ano, do Grande Prêmio de Desenho Industrial, o Oscar de Design, Officier des Arts et des Lettres, e muitos mais. Sempre e em toda parte, ele parece compreender melhor do que qualquer outro nossos sonhos, nossos desejos, nossas necessidades, e a nossa responsabilidade para com o futuro, bem como a necessidade imperiosa de respeitar seus concidadãos, tornando o seu trabalho político e um ato cívico.
Louco, quente e ainda terrivelmente lúcido, ele desenha sem trégua por necessidade, motivada por um sentimento de urgência, para si próprio e para outros. Ele toca-nos através do seu trabalho, que é bom e inteligente de fato, mas a maioria nos toca porque ele coloca seu coração naquele trabalho, criando objetos que são bons, mesmo antes de serem lindos.

Fonte: Ed Mae Cooper (jornalista) para www.starck.com

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Quem é... JAIME LERNER

Estou em Curitiba, cidade que amo tanto e onde um dia hei de morar, por isso fiquei inspirada para pesquisar um pouquinho sobre esse arquiteto que colocou "ordem na casa". Vamos lá!

Jaime Lerner, nascido em Curitiba (17-12-1937), é arquiteto e urbanista formado pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná, em 1964. Participou do desenvolvimento das diretrizes básicas do Plano Diretor de Curitiba (1966-69) e foi um dos fundadores do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba – IPPUC, onde ocupou a presidência no biênio 1968-69. Três vezes prefeito da Cidade de Curitiba (1971-75; 1979-83; 1989-92), Lerner liderou a revolução urbana que fez da cidade referência nacional e internacional em planejamento urbano, principalmente em transportes, em meio ambiente, em programas sociais e em projetos urbanísticos. Entre as duas primeiras gestões na prefeitura, Lerner assumiu, em 1975, o cargo de consultor da Organização das Nações Unidas – ONU, para Assuntos Urbanos. Duas vezes governador do Estado do Paraná (1995-98; 1999-2002), Lerner realizou uma grande transformação econômica e social que mudou o perfil do estado, com a política de industrialização, de modernização da infra-estrutura, de capacitação e de melhoria da qualidade de vida nas cidades e no campo.

Pelo reconhecimento da sua obra em Curitiba e no Paraná, recebeu diversos prêmios e títulos internacionais, com destaque para o Prêmio Máximo das Nações Unidas para o Meio Ambiente (1990), UNICEF Criança e Paz (1996), The 2001 World Technology Award for Transportation (2001), o Prêmio “The 2002 Sir Robert Mathew Prize for the Improvement of Quality of Human Settlements”, pela União Internacional de Arquitetos – UIA e o “2004 Volvo Environment Prize”.

Proferiu palestras em importantes conferências, tais como no International Green Forum, Osaka, Japão (1986); na New York Academy of Sciences (1986); no Congresso Internacional da União Internacional dos Arquitetos - UIA, Chicago, EUA (1993) e na 53ª Conferência Anual das Nações Unidas (2000). Nos períodos que não ocupou cargos públicos, exerceu intensa atividade em arquitetura e urbanismo. Obteve, em equipe, o 1º lugar no Concurso Nacional de Projetos para o Edifício-Sede da Polícia Federal, em Brasília (1967); 2º lugar no Concurso Internacional Eurokursaal, San Sebastian, Espanha (1966); Silver Medal no “International City Design Competition”, University of Wisconsin, EUA (1989), e vários prêmios do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB, seções estadual e nacional, por projetos e obras em arquitetura e urbanismo.

Em urbanismo, desenvolveu planos para várias cidades do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Aracaju, Natal, Goiânia, Campo Grande e Niterói; prestou assessoria em Caracas (Venezuela), San Juan (Porto Rico), Xangai (China), Havana (Cuba), Seul (Coréia do Sul) e é consultor das Nações Unidas para Assuntos Urbanos. Em 2002 foi eleito, para um mandato de três anos, presidente da União Internacional de Arquitetos, onde tem como principal plataforma o programa “Celebração das Cidades”, que convoca todas as nações e culturas do planeta à proposição de soluções para as suas cidades.

Fonte: www.jaimelerner.com.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quem é... MARCELO ROSENBAUM

Marcelo Rosenbaum é o meu xuxu!

Nascido em 1968, paulista, Marcelo Rosenbaum frequentou a Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Em 1990 abriu seu escritório de arquitetura. Em 1992, trabalhou com o arquiteto Andreas Weber, pai do estilo High-Tech alemão. Entre 1994 e 1995 foi correspondente da Feira de Móveis de Colônia, responsável pela montagem da exposição Brasil Faz Design em Milão, Rio e São Paulo. Em 1994, expôs peças em madeira no Café Design da Tok&Stok. No ano de 1996, no mesmo espaço, participou de uma exposição conjunta na qual expôs peças em resina. Neste mesmo ano, participou da mostra de móveis Brasil 2000 promovida pelo Museu de Arte de Ribeirão Preto. Em 1997, ganhou o 1º Prêmio do Museu da Casa Brasileira - Joaquim Tenreiro. É responsável por vários projetos de arquitetura e design de interiores de várias marcas, como Zapping, VR, Levis, Sommer, entre outras. É o designer responsável pela criação da linha de sofás Bull, desenvolvida exclusivamente para a Tok&Stok.


O nome Rosenbaum é sinônimo de modernidade e talento não só no âmbito da arquitetura, decoração e design, como também no segmento de moda e gastronomia. Sua atuação cosmopolita já lhe rendeu o reconhecimento da mídia especializada internacional. Já esteve em publicações como Wallpaper e ELLE Décor (2 vezes em cada), Habitar e DIF Portuguesa e jornais italianos como o La Republica. No livro australiano “Fifty of the worlds best apartments” (Images Publishing) só três brasileiros tiveram seus trabalhos representados. Rosenbaum está lá com um de seus projetos residenciais. Aos 41 anos, Rosenbaum acumula diversos prêmios em seu currículo. Entre eles o 1º lugar em design de mobiliário no Museu da Casa Brasileira, em 1999, considerada uma das mais importantes premiações do Brasil; o 1º lugar no VII Prêmio Deca: “um sonho de banheiro”, na categoria banheiro residencial, em 2001, a 1ª colocação do Salão Móvel Sul, na categoria indústria, em 2004, com duas poltronas de metacrilato (meta 1 e meta 2). Em 2005 o arquiteto foi eleito pela revista Vip (Editora Abril) o homem do ano na categoria Arquitetura. Em 2006 o arquiteto desenvolveu o projeto da Flagship Triton na rua Oscar Freire (SP), o projeto de uma casa noturna em uma igreja tombada de São Paulo, o camarote da Nova Schin na Sapucaí, além de assinar três espaços na São Paulo Fashion Week, dentre eles o lounge do WGSN o maior bureau de tendências do mundo, onde criou um espaço confortável e irreverente, com a mistura de móveis e objetos absurdos com um banco vai-e-vem de carneirinho e almofadas de doces.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Quem é... ARNE JACOBSEN


Arne Jacobsen (1902-1971) nasceu em Copenhagen, Dinamarca, e notabilizou-se como arquiteto , decorador, professor, designer de móveis, têxtil e de cerâmicas. Mesmo quando criança, ajudava na decoração da casa, percebendo alguns exageros dos pais, pintava de branco os papéis de parede do próprio quarto.

Inicialmente queria ser pintor, porém seu pai achou a carreira de arquiteto uma escolha mais sensata e promissora. Começou a trabalhar como pedreiro, acabando por se formar como arquiteto em 1927 na Academia Real de Artes de Copenhagen, onde também foi professor a partir de 1956. De 1927 a 1930 trabalhou com o arquiteto Poul Holsoe, a partir desta data abriu seu atelier.


Em 1951 criou a cadeira Ant, e em 1955 a Série 7, que vieram a se tornar umas das cadeiras de maior sucesso comercial do mundo. Seu projetos mais conhecidos são o St Catherine's College, em Oxford, e o Hotel Royal SAS de Copenhagen para o qual desenhou a cadeira Egg, em 1957, considerada um ícone do design mundial. O produto recebeu esse nome por seu corte volumétrico, parecido com um ovo.

Esse arquiteto detalhista, foi o primeiro a introduzir os conceitos do modernismo na Dinamarca, iniciando sua aplicação na indústria de móveis. Assumindo a natureza como fonte de inspiração, Jacobsen conciliou simplicidade, funcionalismo, elegância e conforto nos produtos que assinou.